O post da vez começa com um vídeo da rainha do Brasil, mandando um alô pras pessoas mais importantes da internet: os internautas
Esse post surgiu com o intuito de falar um pouco da internet e dos seus consumidores.
O que seria do mundo hoje
sem a internet? Como seria a forma de comunicação sem a instantaneidade que a
internet trouxe? Você consegue se imaginar passando, pelo menos, uma semana sem
qualquer contato com a internet?
Das três perguntas que fiz,
utilizei a palavra “internet” por três vezes (e agora, na quarta frase, a
quarta vez). Enfim, isso mostra o quanto a rede
de computadores interligada por um servidor faz parte do nosso cotidiano de
forma ativa, modificando nossos hábitos, costumes, forma de relacionar, maneira
de entreter, meios por onde se informar, modo de
comprar e, até mesmo, a forma de pensar.
Porém, essa rede não foi tão
acessível por todos no seu início. Há pouco mais de uma década, ela surgiu de
forma restrita para especialistas (seja empresas ou pesquisadores) publicarem
informações, onde, a partir de então, seus clientes poderiam acessá-las. A
internet revolucionou o mundo dos negócios: agora o cliente poderia acessar o
site de determinada empresa e ter informações instantâneas de quem era ela,
quais eram seus produtos (ou serviços oferecidos) e, ainda, tinha a
possibilidade de se comunicar com a mesma. A rede levou praticidade e
facilidade à vida do consumidor, trazendo um pouco mais de proximidade com a
empresa.
Com o decorrer dos anos, e com a expansão do uso da internet, foram os internautas que passaram a ditar o que seria produzido. Enquanto antes o direito de produção de conteúdo era apenas dos especialistas, agora, qualquer pessoa que tivesse acesso à rede era capaz de produzir qualquer conteúdo que achasse interessante ou necessário. Não houve um início exato para isso, as pessoas simplesmente começaram a criar círculos, se agruparem, terem ideias e, desse modo, a produzir conteúdo e aplicações. A partir de então, o consumidor era, também, produtor, fazendo com que a internet desse um passo de transformação, pela ação do próprio usuário.
Não foi só a forma de produção de conteúdo que sofreu com o aumento do acesso à internet. A forma de comercializar também. As empresas que insistiam em não se adaptar à essa realidade corriam o risco de perderem uma considerável parcela de mercado. Desse modo, era necessária a produção de conteúdo adaptado à rede a fim de atingir o consumir on-line. A partir disso, houve a necessidade de estudar e compreender quem era realmente esse consumidor, quais seus hábitos e o que ele busca. Daí nasce o marketing digital (que será uma cena para o próximo capítulo)
Diversos são as funções da
internet na vida do consumidor on-line. Este pode buscar por informações
através de uma pergunta, composta por algumas palavras-chaves, que, por sua
vez, o levará para algo que possa atender sua necessidade. Ainda, o consumidor
pode procurar por diversão, encontrada em jogos on-line, sites de piadas e
charges, ou de vídeos ou qualquer que seja a forma, o leque de opções é
grandioso. Por fim, o consumidor pode buscar comunicação instantânea e redes
sociais, desse modo, estabelecendo relacionamentos com outras pessoas. Em suma,
é possível dizer que, há três necessidades básicas de todo consumidor on-line:
a busca por informação, diversão e relacionamento.
Mesmo se tratando de uma rede onde inúmeras pessoas (não apenas computadores) se interligam, não há regra estabelecida na internet, estas, por sua vez, são estabelecidas pelos próprios internautas, de forma informal e não escrita.
Algumas resalvas devem ser feitas e tidas em mente antes de ações de marketing ou de publicidade na internet. A primeira delas é que a interação com o consumidor deve ser consentida. O usuário de internet sente aversão quando sua privacidade é tirada, o que gera reações negativas contra o site que fez isso, seja denunciando-o ou compartilhando a experiência com diversos outros usuários. A segunda resalva possível de explanação é que o consumidor tem direito de fazer o que bem entende na internet, pode entrar onde quiser, sair, voltar, entrar novamente, favoritar algum site; enfim, ele é livre e só permanecerá em algum site se houver compatibilidade com o conteúdo ou com o ambiente construído.
A terceira consideração é
que jamais se deve enganar o internauta, com promessas difíceis ou impossíveis
de cumprir ou, ainda, com a venda de informações dos internautas para
terceiros. A quarta (e mais importante, à meu ver) é que a internet interliga
pessoas e não computadores, desse modo, uma publicidade efetiva não é aquela
que atinge a tela do computador do consumidor, mas aquela que atinge seu
coração e mente. A quinta está moldada de acordo com o caráter ativo do
consumidor on-line. O consumidor é ativo, interativo e a internet é um meio
bidirecional, desse modo, o consumidor quer e gosta de ser ouvido, por fim, ele
tem papel importante na cadeia de propagação de uma mensagem, onde o boca-a-boca
é o principal modo. Por fim, o sexto ponto a ser levado em consideração na
construção de um site é que não se deve brincar de adivinhação com o
consumidor, quanto mais simples, fácil e direto, melhor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário